Saúde abre consulta pública sobre medicamento para prevenção da trombose em gestantes

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A partir desta sexta-feira (23/04), o Ministério da Saúde está à disposição para ouvir você e outros membros da sociedade em uma consulta pública. A questão é: o Sistema Único de Saúde (SUS) deve incorporar a enoxaparina 60 mg/0,6 ml injetável para tratamento e prevenção de tromboses em gestantes?

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou inicialmente o uso desse remédio, durante a última reunião no início do mês. Agora, o Ministério está aberto a contribuições, que você pode enviar aqui no site até o dia 12 de maio, seja com experiências, opiniões, sugestões ou críticas.

O objetivo da incorporação da enoxaparina 60mg é prevenir e tratar o tromboembolismo venoso (TEV) em mulheres grávidas que tenham trombofilia. É um medicamento eficaz, seguro (aprovado pela Anvisa) que age ao inibir a produção de substâncias que favorecem a coagulação do sangue.

Quem já faz esse tratamento pelo SUS usa a enoxaparina em uma dosagem menor, de 40 mg, para o mesmo objetivo. Ambas as dosagens apresentam a mesma eficácia e segurança. No entanto, essa mudança representaria uma economia de R$ 55,3 milhões, num período de cinco anos após o aumento da dosagem.

O QUE É A TROMBOFILIA?

Infelizmente, algumas pessoas têm tendência natural para desenvolver tromboses. O tromboembolismo venoso (TEV) acontece quando o coágulo atinge alguma veia - é a forma mais comum dessa doença. O caso fica mais grave se atingir uma veia profunda (geralmente nas pernas), ou quando o coágulo percorre a corrente sanguínea e chega no pulmão.

O foco do tratamento analisado com a enoxaparina está nas gestantes porque a gravidez faz com que as mulheres estejam até quatro vezes mais propensas a desenvolver TEV. Esse risco persiste para as puérperas, em média até 12 semanas depois do parto. O medicamento previne e ajuda no tratamento de pacientes em diferentes momentos da gravidez, dependendo do histórico de cada uma.

Estima-se a ocorrência de 1 a 2 casos de TEV para cada 1.000 grávidas no mundo. No Brasil, corresponde a aproximadamente 1% das causas de morte materna.

Ministério da Saúde

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